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Chafariz da Praça da República (Séc. XVI)

Foi construído ou, pelo menos,oncluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes "o velho", mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muitorovavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrarm cidades galegas como Pontevedra. Foi, durante vários séculos, oonto de abastecimento de água potável da população vianense e, pelaua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas daidade.

Museu do Traje (Séc. XX)

Situado em pleno centro histórico daidade, o edifício do antigo Banco de Portugal alberga, desde 2004, ouseu do Traje, que dá a conhecer a riqueza etnográfica dosradicionais trajes vianenses. O espólio exposto compreende,gualmente, os utensílios usados na confeção artesanal de peças deestuário. Além da exposição permanente "A lã e o linho no traje dolto Minho", o Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias,endo como temas o traje e etnografia Vianenses.

Igreja Matriz (Séc. XV)

A Sé de Viana, embora apresente umastrutura maciça bem ao gosto da arquitectura românica, é, sem dúvida,ma obra influenciada pela estética gótica, tendo a sua construçãoido iniciada no início do século XV. O portal apresenta um arcogivado recortado por três arquivoltas profusamente decoradas, que sãouportadas por seis esculturas que representam outros tantos apóstolosSão Pedro, São Paulo, São João, São Bartolomeu, São Tiago e Santondré). Este portal, tanto a nível estrutural como temático, denotaertas afinidades com os portais galegos, nomeadamente com o da igrejae San Martin de Noya.

Capela das Almas (Séc. XIII/XVIII)

Foi a primeira Igreja Matriz de Viana,té à construção da atual Sé Catedral dentro do perímetro muralhado emeados do século XV. Conhecida tradicionalmente por Matriz Velha,assou a chamar-se Capela das Almas pelo facto de o seu adro terervido de sepulcro desde o tempo de D. Afonso III até finais doéculo XIX. Da estrutura primitiva do século XIII, a qual foieedificada e aumentada em 1719, por ação do cónego Domingos de Camposoares, restam um arcossólio na parede sul do templo e a cruz deabeceira, sendo o restante edifício típico dos pequenos templos doarroco setecentista.

Casa dos Abreu Távora ("dos Condes da Carreira") (Séc. XVI)

Construído em meados do século XVI, oalácio dos Abreu Távora, mais tarde denominado "dos Condes daarreira", é uma das mais belas casas senhoriais da cidade, onde seestacam as janelas e portas Manuelinas, às quais as alterações e oscrescentos posteriores vieram, mais do que preservar, realçar ealorizar. Neste edifício funciona, desde 1972, a Câmara Municipal deiana do Castelo.

Casa dos Melo Alvim (Séc. XVI)

Construído nos inícios do século XVI, considerado o solar mais antigo da cidade. Ostenta ainda janelas emeias em estilo Manuelino, sendo visíveis alguns acrescentos já dosinais do século XVI. No interior são percetíveis elementos doséculos XVI e XVII, nomeadamente a escada monumental em granito. Foilvo de um meritório trabalho de restauro na década de 90 para anstalação de uma Estalagem.

Basílica de Santa Luzia (Séc. XX)

O templo do Sagrado Coração de Jesus,dificado no esporão poente da montanha de Santa Luzia, onde domina eabençoa" a cidade de Viana do Castelo é, sem dúvida, um dosonumentos mais conhecidos e mais emblemáticos do País. É um excelentexemplo de arquitetura revivalista, congregando de uma formaonumental mas harmoniosa elementos neorromânicos, neobizantinos eeogóticos, da autoria de um dos arquitetos do Minho de maior projeçãoacional e internacional na época, Miguel Ventura Terra (1866-1919),utor, por exemplo, da remodelação do Palácio de S. Bento, atualssembleia da República. Embora o projeto date de 1898, a obra só foiniciada nos primeiros anos do século XX, tendo sido o templo abertoo culto em 22 de agosto de 1926, já depois da morte do arquiteto,endo apenas concluído em 1943, quase meia década depois.

Fortim da Areosa (Séc. XVII/XVIII)

Este interessante exemplar darquitetura militar seiscentista foi construído para suster possíveistaques espanhóis durante as guerras da Restauração (1640-1668). Faziaarte de uma linha defensiva estrategicamente colocada nas margens doio Minho e ao longo da Costa Atlântica, conseguida através daemodelação de antigas fortificações, como os Castelos de Valença,ila Nova de Cerveira e Santiago da Barra (Viana do Castelo), ou dadificação de novos fortes, como os de Lobelhe (Vila Nova deerveira), Ínsua (Caminha) e Paço (Carreço), entre outros. Algumasestas fortalezas tiveram um papel importante, não só na guerra daestauração, como também durante as invasões napoleónicas, tendo sidoor vezes reativada a sua função militar estratégica nas lutasiberais do século XIX.

Biblioteca Municipal (Séc. XXI)

A nova Biblioteca Municipal de Vianao Castelo, da autoria do arquiteto Siza Vieira, está localizada entre Rio Lima e o Centro Histórico da cidade. edifício ocupa uma área total de 3.130 m2 e desenvolve-se em doisisos, encontrando-se no rés-do-chão os serviços técnicos, gabinetese trabalho e de consulta de reservados, área de depósito, salaolivalente, bar, balcão de atendimento, arrumos e instalaçõesanitárias. O piso superior possui uma grande sala de leitura e umaecção infantil, salas de trabalho e de multimédia, zonas maisestritas para leitura e ateliês de expressão artística. Este pisoem, também, um átrio de receção, balcão de atendimento e reprografia. luz natural inunda os vários espaços, sobretudo os de leitura.

Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)

Depois que o antigo lugar de reuniãoo concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé),oi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio doéculo XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroesteispânico, um edifício assoalhado, tendo no andar nobre a "Câmara"nde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo dasessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados,equerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.

Hospital Velho (Séc. XV/XVII)

Antiga pousada de acolhimento doseregrinos de Santiago, fundada por João Paes "o velho" em 1468 eestaurada no século XVI. A fachada é fruto da reconstrução do séculoVI, sendo visíveis as janelas de recorte Manuelino e a inscrição,ranscrita do original (uma vez que os algarismos árabes não eraminda utilizados em 1468), sendo que a pedra de armas e o nicho sobre porta são já do século XVII. Também quinhentista é o pátio interior,o qual se acede através de três arcos muito largos e abatidos deresta chanfrada.

Casa dos Costa Barros (Séc. XVI)

Casa senhorial da época dosescobrimentos onde se destaca a janela monumental central denspiração Renascentista com motivos decorativos "Manuelinos" ePlaterescos". Construída em meados do século XVI é, sem dúvida, aais bela e imponente janela quinhentista da cidade.

Ponte Eiffel (Séc. XIX)

Inaugurada em 30 de junho de 1878, emlena época da arquitetura do ferro, sob o risco e os cálculos darestigiada Casa Eiffel, a ponte metálica sobre o rio Lima veio não sóermitir o tráfego ferroviário, como também substituir a velha pontee madeira que ligava o terreiro de São Bento em Viana à margemsquerda do rio Lima (Darque). Com 563 metros de comprimento e 6etros de largura, foram necessários mais de 2.000.000 de quilos deerro para a construção dos tabuleiros que assentam em nove pilares emantaria de granito, cujas fundações chegam a atingir os 22etros.

Igreja da Caridade / Convento de Sant'Ana (séc. XVI/XX)

Igreja do antigo Convento de Santana, de freiras beneditinas, mandado edificar pela nobreza local com opoio da Câmara, para albergar as filhas dos nobres vianenses queventualmente não casassem. O convento primitivo, de raiz gótica, foibra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores do séculoVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja Matriz. Depois delgumas obras de ampliação realizadas no inícios do século XVIII, fointre 1897 e 1905 que se executaram as principais obras deeformulação do edifício conventual, daí resultando um grandiosoonjunto arquitetónico que preservou o frontispício da igrejaetecentista em estilo "Barroco Joanino" e que reaproveitou na torre oagnífico coruchéu Manuelino.

Museu Municipal / Palacete dos Barbosa Maciel (Séc. XVIII)

Instalado numa distinta mansãoenhorial do século XVIII, o Museu Municipal de Viana do Casteloossui uma das mais importantes e valiosas coleções de faiança antigaortuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas peças da famosaábrica de Louça de Viana. Para além de um importante acervo deintura, desenho e peças de arte sacra, destaca-se a bela coleção deobiliário indo-português do século XVIII. Neste espaço, é possívelinda descobrir um espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe,nico na sua variedade e riqueza.

Igreja da Senhora da Agonia (Séc. XVIII)

O edifício atual da Igreja de Nossaenhora da Agonia data de meados do século XVIII e é o resultado daeconstrução de uma antiga capela terminal de uma via-sacra. Nestexemplar do Barroco final, onde é possível detetar algumas influênciaso Barroco luso-brasileiro, destacam-se os retábulos dos altaresecorados em "talha gorda", com especial relevo para o cenotáfio daaixão desenhado por André Soares. A torre, que data de 1868, foionstruída deslocada do corpo do edifício, para não impedir asradicionais voltas da romagem em torno da Igreja.

Citânia de Santa Luzia (Povoado Castrejo Romanizado)

A Citânia de Santa Luzia, conhecidaocalmente por "Cidade Velha", é um dos Castros mais conhecidos doorte de Portugal e, sem dúvida, um dos mais importantes para o estudoa Proto-História e da Romanização do Alto Minho. A sua localizaçãostratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoralibeirinha, como também, e muito especialmente, controlar o movimentoe entradas e saídas na foz do Rio Lima, que na antiguidade clássicaeria navegável em grande parte do seu curso. O Povoado apresentaaracterísticas muito próprias, principalmente ao nível das estruturasrquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado emlgumas das casas, que apresentam uma planta circular com um vestíbulou átrio, que em alguns casos albergavam fornos de cozer pão.

Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI)

Tendo sido criada em 1520, a confrariaa Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no inícioo segundo quarto do século XVI, a mesa resolveu construir a chamadaCasa das Varandas". Este edifício, datado de 1589, é um exemplarnico da arquitetura de inspiração Renascentista e Maneirista, comnfluências Italianas e Flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras deemodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar Vianense Manuelinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riquezaecorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional,a autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos emzulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer aindaelos frescos do teto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, umos melhores exemplares Barrocos de todo o país.

Casa dos Nichos (Séc. XV)

Implantada sensivelmente a meio da Ruae Viana, antiga Rua do Cais, pode admirar-se a chamada "Casa dosichos", que embora tenha sofrido grandes remodelações, principalmenteo nível das portas e janelas, apresenta ainda duas belíssimassculturas góticas, encimadas por dosseletes que representam a cena danunciação.

Estátua de Viana (Séc. XVIII)

Mandada construir em 1774 pelo Condea Bobadela, José António Freire de Andrade, Governador de Armas darovíncia do Minho, é, paralelamente ao Templo-Monumento de Santauzia, um dos ex-libris da cidade. A figura feminina de vestesndulantes segurando uma caravela, em estilo Rococó, que domina todo oonjunto, simboliza Viana e a sua vocação marinheira. Os quatro bustosue rematam as esquinas do pedestal simbolizam os continentes Europeu,siático, Africano e Americano, como alusão aos "quatro cantos doundo" e à tradição mareante e mercantil dos Vianenses.

Capela das Malheiras (Séc. XVIII)

A chamada Capela das Malheiras (porlusão à família proprietária - os Malheiro Reimão), é um dos maiselos exemplares da arquitetura Rocócó portuguesa, mandada edificaror D. António do Desterro (Malheiro), na altura Bispo do Rio deaneiro. Para além da elegante fachada, para alguns autores obra deicolau Nasoni ou da sua escola, esta Capela apresenta um notáveletábulo em talha policromada, sendo, segundo Robert Smith, um doselhores exemplares de talha minhota em estilo Rocócó.

Teatro Municipal Sá de Miranda (Séc. XIX)

Teatro "Italiano" dos finais do séculoIX, segundo plano do arquiteto João Marques Sardinha. É um edifícioóbrio, com alguns elementos Neoclássicos, onde se destaca o tetobobadado com uma belíssima pintura a fresco da autoria de Joãoaptista Rio. Possui ainda o pano de boca original, idealizado peloenógrafo Italiano Manini e executado por Hercole Lambertini. Esteeatro, recentemente restaurado, é, sem dúvida, o principal espaçoultural da cidade.

Igreja de São Domingos (Séc. XVI)

A Igreja de São Domingos, que subsisteo antigo convento de Santa Cruz, fundado pelo Dominicano D. Freiartolomeu dos Mártires, o Arcebispo Santo, recentemente beatificadoelo Papa João Paulo II, célebre pela sua participação no Concílio derento, é um templo quinhentista, edificado entre 1566 e 1576, sob alçada do dominicano Frei Julião Romero, o mesmo que já traçara agreja de São Gonçalo de Amarante. No interior podem admirar-se váriosltares de belíssima talha dourada, com destaque para o grandiosoetábulo do braço norte do transepto, em "talha gorda", entalhado peloestre Bracarense José Alvares de Araújo, a partir do desenhoncomendado pela confraria do Rosário, em 1760, ao mestre Andréoares, e que recebeu do prestigiado especialista Robert Smith alassificação de "obra-prima do estilo rocaille de toda a Europa".

Forte ou Castelo de São Tiago da Barra (Séc. XV/XVII)

Pensa-se que datará do reinado de D.fonso III, tendo sido a primeira fortificação colocada na barra daoz do Rio Lima, embora a mais antiga data segura seja já do séculoV, quando ali foi construída uma fortaleza, que teria sido concluídaá durante o reinado de D. Manuel I, como sugerem alguns elementosrquitetónicos Manuelinos, nomeadamente a chamada "Torre da Roqueta",ituada no bastião sudoeste da atual fortaleza. Nos finais do séculoVI, a fortaleza foi alvo de sucessivas obras de beneficiação, tendoido já sob o domínio espanhol, durante o reinado de Filipe II (Filipe de Portugal), que foi edificada a atual fortaleza de plantaoligonal, a partir de um projeto da autoria de Filippo de Terzi, oais famoso projetista de edificações militares dessa época.

Navio-Hospital Gil Eannes

O navio-hospital Gil Eannes,onstruído em Viana do Castelo em 1955, apoiou, durante décadas, arota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova eronelândia. O projeto de reconversão transformou-o em Núcleouseológico e Pousada da Juventude, proporcionando aos seus visitantesma experiência inesquecível. Hoje, assume-se como pólo de atraçãoara Viana do Castelo, tendo recebido, desde a abertura ao público em998, cerca de 400.000 visitantes.

Informação de Viana do Castelo.